' Eu sei o que você está pensando propõe um enigma que parece insolúvel. Um homem recebe pelo correio uma carta provocadora que termina da seguinte forma: “Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria. Não acredita? Vou provar. Pense em qualquer número de um a mil. Agora veja como conheço seus segredos.”
O destinatário, Mark Mellery, pensa no número 658 e, ao abrir um envelope que acompanha a mensagem, descobre que o autor da carta previu corretamente o número que ele acabara de escolher de modo aleatório. Como isso seria possível?'
Oi pessoas! A resenha hoje é especial, porque quem vai opinar é minha BEST FRIEND Ciane Hanna(!). Eu não sou uma fã de suspense (acho que já perceberam! Ainda assim, algumas vezes eu até arrisco), por isso pedir para a minha querida amiga – que ama o estilo – ler e resenhar esse livro aqui no blog. Então vamos lá saber o que ela achou... =)
David Gurney, detetive que teve uma carreira brilhante no Departamento de Polícia de Nova York, agora aposentado e vivendo com sua esposa Madeleine numa fazenda no interior do estado e tentando em vão se acostumar com um ritmo de vida mais tranquilo, tem sua ‘’paz’’ interrompida por um telefonema de um antigo colega da faculdade chamado Mark Mellery.
Mark, que se tornou um famoso guru da autoajuda sente-se acuado e desesperado devido a enigmáticos bilhetes ameaçadores que fazem menção a seu passado de alcoolismo. Ele lembra-se do velho colega que fez carreira como ‘’superdetetive’’ de homicídios e pede sua ajuda. David, à principio meio reticente acaba aceitando ajudar o colega.As ameaças terminam em morte e a situação foge ao controle.
O assassino, inteligente e doentio comunica-se através de poemas e parece capaz de ler a mente de suas vítimas. Ele deixa os policiais pasmos, mas em David Gurney, ele encontra um oponente à sua altura.
Parecia uma trama interessante e como gosto de romances policiais comecei a ler o livro super empolgada, mas apesar do enredo bem elaborado e o suspense em torno do assassino e suas motivações, fiquei na maior parte da leitura entediada! Pois é, o fato é que o livro desenvolve-se lentamente e é meio cansativo. A primeira parte arrasta-se e o livro só conseguiu prender minha atenção quando aconteceu a primeira morte.Às vezes eu fechava o livro e pensava: ‘’Céus!Que livro chato!’’, em outros momentos eu me sentia quase envolvida pelo assassino e seus poemas charadas. Então o livro tem lá seus bons momentos, mas no geral não me empolgou muito. Uma pena porque eu tinha tantas expectativas!
John Verdon exagera em seus elogios à lógica perfeita de seu protagonista. Gurney não chega a ser um gênio.Eu não o achei um detetive tão ‘’super’’ assim, mas admito que para um livro de estreia Verdon escreveu bem porém faltou aquele algo a mais. Quem sabe num segundo livro... E sinceramente, compará-lo a Sherlock Holmes e Hercule Poirot (que eu amo!) foi um tanto presunçoso. David Gurney não tem tanto carisma assim. Enfim, eu esperava muito mais do livro, mas se você realmente gosta do gênero, leia, afinal todo mistério tem seu charme e talvez você acabe achando Eu sei o que você está pensando, um livro acima da média. É uma questão de gosto e ao meu, John Verdon em seu livro de estreia não conseguiu agradar totalmente. É um livro mediano, apenas isso.
"– Só há uma saída de um beco sem saída."
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580410143
Publicação: 1ªed.2011
Páginas: 352
Idioma: Português
Onde comprar: Saraiva
*Exemplar recebido para resenha