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terça-feira, 7 de maio de 2013

The Sea of Tranquility, Katja Millay


Mais um new adult badalado lá fora. ‘The Sea of Tranquility’ despertou meu interesse na leitura, principalmente, pelo grande número de elogios que recebeu antes mesmo do seu lançamento.

Pois é, nesse clima ‘todo mundo que leu gostou, preciso ler’ eu solicitei o ARC no netgalley e fui atendida.

‘The Sea of Tranquility’ é o primeiro livro da autora Katja Millay e meus amigos, isso me surpreendeu. Achei a escrita da autora muito madura para um primeiro. Fiquei encantada com o cuidado na escrita e principalmente com a descrição pelos personagens de tudo o que eles estavam vivendo, ou seja, a autoanálise de cada um deles.

Os protagonistas são completamente quebrados e suas neuras sem dúvida emocionam. Não foi algo completamente imprevisível, mas a autora soube surpreender uma vez ou outra. Ok, drama sempre me deixa ligada, sendo clichê ou não.

Gostei do desenvolvimento como um todo, mas ressalto como ponto negativo- em minha opinião- a autora ter se estendido muito em algumas coisas. Pelo menos eu tive essa sensação.

Fora isso a leitura foi boa e com certeza recomendada para todos os que estão procurando um bom new adult!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dare You To ( Pushing the Limits #2) - Katie McGarry


‘Dare You To’ é o companion book do livro ‘Pushing the Limits’ da autora Katie McGarry. O livro traz como protagonistas, Beth Risk, uma das integrantes do grupo de amigos de Pushing the Limits, formado por Noah e Isaiah. Sim, aquela garota carrancuda, mal encarada e cheia de problemas.

Beth tenta sempre protege sua mãe a todo custo e as coisas vão bem até que ela precisa assumir uma culpa por algo que não cometeu para evitar que sua mãe vá presa. Beth acaba sendo obrigada pelo tio a escolher entre manter sua mãe em liberdade ou deixar o passado para trás (o que além de se afastar da mãe inclui também se afastar dos amigos Noah e Isaiah) e se mudar para a casa do tio.

Viver com um tio que não a ajudou quando ela mais precisava, ter que ir para o colégio com pessoas que não tem nada em comum e viver longe da mãe e dos amigos são alguns dos problemas que Beth terá que enfrentar. Junto a isso um desafio leva Ryan Stone, garoto perfeitinho e bem longe de ser o tipo de cara com quem Beth costuma sair, a entrar no caminho de Beth e contribuir com a sua já bagunçada vida.

Fato incontestável: Gostei muito mais de ‘Dare You To’ do que ‘Pushing The Limits’. A história foi bem mais fluida e natural do que no primeiro livro, além disso, amei os protagonistas e a química entre eles. Fiquei naquela ânsia de saber como a história ia terminar. Ah, e o drama que tanto me  incomodou em ‘Pushing The Limiths’, foi na medida certa nesse aqui. A escrita da Katie está ainda melhor também.

O curioso nesse livro são os papéis investidos em algumas situações. Quem sobe a janela do quarto é a Beth e quem é o mais sentimental e se preocupa com a honra é o Ryan. E, gente, não tem como não amar essa inversão. Foi um ponto a mais na história.

Em suma, tudo o que eu gostaria que acontecesse no companion de 'Pushing The Limits' aconteceu e eu não poderia está mais satisfeita.

Agora é esperar pelo livro do Isaiah, que pelo jeito promete ser ainda melhor. ‘Crash Into You’, estou lhe aguardando!

*ebook recebido pelo netgally

sábado, 9 de fevereiro de 2013

LONGE de ser apenas um companion...

The piper’s Son, Melina Marchetta


  
Piper’s conta a história do incrível Thomas de Saving Francesca - sim, ele com certeza foi um dos meus personagens preferidos de SV. Então, claro, vibrei quando soube que o companion seria sobre a história dele.

O Tom é de longe aquele cara divertidíssimo que conhecemos em SV. Ele vem passando por uma fase bastante difícil, fase que se desencadeou com a morte do seu tio Joe. Aliás, a trágica morte de Joe mexeu com a família inteira. A família dele está literalmente em pedaços.

Depois de um tempo longe de casa Tom está de volta e disposto a tentar recomeçar e talvez conseguir um pouco do que ele foi no passado. Quem o acolhe é sua tia Gerogie, quem surpreendentemente ganha espaço na história dividindo a narração com o Tom.

Então junto a Georgie e o Tom vamos acompanhar a história da família Mackee e suas tentativas de fazer o certo e encontrar assim a felicidade.

  
Já esperava uma ótima história por isso o que mais me surpreendeu mesmo foi a narração dupla. O livro foi ainda mais movimentado e diversificado, afinal são dois mundos diferentes, o adulto e o jovem adulto.

A história da Georgie é incrível e angustiante. A Tom é igualmente aflita, mas aliada a essa sensação vem a de familiaridade com os personagens que vão voltando ao convívio do Thomas. Isso só pode significar: Uma espiadinha em Francesca e Companhia. Vamos descobrir o que aconteceu com Francesca desde seu ‘Saving’ e saber como se desenrolou aquelas faíscas entre o Thomas e a Tara. Além de todo o resto da turma



Quer mais incentivos do que esses?

Ótimo livro!

Que venham mais contemporâneos by Marchetta.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Jellicoe Road, Melina Marchetta


Esse livro ganha o prêmio de ‘Inicio Confuso’ do ano. Fique tão perdida que quase desistir da leitura. Só não desistir –Thanks God- porque esse livro só recebe notão no goodreads e, além disso, sou perseverante e sempre penso positivo! Haha

Estava lá pela página 130 e poucos, quase pedindo ajuda para alguém (ILUMINEM-ME!) e até mesmo pensando em uma consulta psicológica (alguma coisa errada comigo, com certeza!) quando...

As nuvens carregadas foram aos poucos se dissipando e tudo foi se tornando mais claro e... MINHAGENTE! Que livro é esse?

A Marchetta criou uma história completamente inteligente e intrigante. Algumas partes do mistério eu já acreditava saber a resposta, mas a maioria realmente ficou para o final. E que final!

Falar da história fica difícil sem com isso acabar soltando algum spoiler, basta dizer que tem muita coisa boa em um só livro: Colégio interno, Austrália, Mistério, Humor, Drama, Romance, personagens delicious, crush literário, muito segredo. O que mais um leitor ávido por entretenimento pode querer?

Essa quantidade de emoções foi incrível durante a leitura. Em alguns momentos eu estava confusa, em outros suspirando (Jonah!), mais lá na frente chorando, do nada rindo. Fiquei fascinada! Já tinha lido outros livros da autora, mas sem dúvida ‘Jellicoe Road’ se destaca.

 É divo minha gente! Oremos para que esse livro chegue por aqui! E a esperança parece está do nosso lado, já que a ID vai lançar a série de fantasia da autora em breve! o/


Editora: Haper Collins
ISBN:  9780061431852
Publicação: Ed. 2012
Páginas: 419
Idioma: Inglês
*Esse livro é parte do desafio Printz.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Mini-Reviews #2

Amplified (Amplified #1) – Tara Kelly
Comprei esse e-book depois dos inúmeros elogios que ouvir a respeito da história e também por que ‘livros musicais’ sempre fazem meus olhinhos brilharem. Sou apaixonada por referência musicais em livros e no caso de ‘Amplified’ não existe só referência como também uma protagonista que toca guitarra e uma banda completa (!).
Jasmine acaba sendo expulsa de casa depois de falar para o pai que não que ir para a universidade, que precisa de um tempo para ela e a música e assim quem sabe viver disso. Na busca por um lugar para morar ela vai encontrar uma banda que precisa de um guitarrista e de quebra mais uma pessoas para dividir o aluguel. Só que para morar com eles e participar da banda Jasmine terá que provar que tem talento e que pode pagar as contas.
Esse livro é tão legal! Jasmine está numa situação bem difícil quando sai da casa do pai e nem por isso se deixa abater pela situação. Não tem como você não se solidarizar com o que ela está passando. Em resumo: você de cara gosta dela. Além de música e empatia com a protagonista o leitor acompanha o desenrolar de uma banda em busca do sucesso. Incluindo ai a convivência de Jasmine com os outros caras da banda (a vocal é uma garota, mas ela não mora com eles). E, claro, tem romance do baum! O que é esse baixista? Haha
Eu me apaixonei pelo livro logo nas primeiras páginas e não o larguei até o final. Final esse que deixa várias perguntas no ar, o que acaba te deixando menos nervosa depois que voe descobre que é uma série!
É isso ai!! Vai rolar um segundo livro e eu não vejo a hora de lê-lo e saber mais sobre a Jasmine e, claro, um pouco mais sobre a banda C-Side!
5/5 
                                                          

Small Damages – Beth Kephart
Já o que me levou a comprar ‘Small Damages’ foi o plot ‘garota grávida que viaja para a Espanha’. Ok, a história é mais complicada do que isso, mas vai dizer que um bom drama no estrangeiro não é convidativo?
Kensie engravida do namorado Kelvin e ao contar a notícia para a mãe acaba intimada a ir para a Espanha para ‘resolver’ o problema. Esse ‘resolver o problema’ foi o arranjo da mãe de Kenzie para encontrar uma família que ficará com a criança, mesmo determinada a ficar com o filho ela não tem outra opção que não ir para Sevilha. Afinal, ninguém pode saber.
Lá, ao conhecer pessoas com Estela e Esteban, ela vai se confrontar com aspectos da vida dela que há muito tempo não pensava e principalmente terá que se preparar para fazer a escolha certa.
Pensem num livro bem escrito! Small Damages é um poema de tão melódico. As descrições são vividas. SD se enquadra naqueles livros que você tem vontade de marca todas as páginas, já que estão recheadas de belas palavras.
Adorei o setting do livro - Sevilha, Espanha – adorei os personagens. Além da Kenzie, gostei da mandona Estela e do tímido Esteban. Esses dois últimos me surpreenderam muito com a carga emocional de suas histórias.
O que me levou a dar quatro estrelas então? Bom, o final foi um pouco aberto. Claro que a forma como a história foi levada acabou ficando bem mais real, mas ainda assim eu queria descobrir mais coisas. E não só porque a história é boa, é porque fiquei cheia de dúvidas e expectativas. Estou frustrada! Se a kephart quiser escrever um repeteco será bem-vinda!
4/5


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Raw Blue, Kirsty Eagar


Já falei da minha saga na busca por esse livro. Ok, talvez não tão explicitamente. Mas o post sobre importar livros australianos dar uma ideia disso. Eu não conseguia encontrar esse livro de jeito nenhum. Não rolou em nenhuma das lojas em que eu estou acostumada a comprar. E thanks God, consegui no Fishpond e NOSSA, valeu muito a pena! O livro é maravilhoso.

Escrito de forma quase poética – sempre caracterizo livros assim quando eu tenho vontade de colocar tag em tudo quanto é página e mesmo assim quase nunca é suficiente – o livro conta a história de uma jovem que traumatizada com um acontecimento em sua vida mudou completamente os seus planos de uma universidade e resolveu morar sozinha, longe da família com um emprego simples, mas perto do que sempre amou: O surf.

O que Carly mais deseja é viver essa vida simples e esquecer o que aconteceu. O que não vai ser fácil, principalmente com a chegada de Ryan em sua vida. A convivência com ele vai fazer com que Carly tenha que optar por seguir em frente e deixar o passado para trás, mas sempre vivendo com a possibilidade de que o que aconteceu vai vir à tona e atrapalhar sua relação com os outros. Ou optar por enfrentar seus fantasmas.

Não vou adiantar o trauma da Carly para vocês, mas logo no início a autora já nos apresenta o que aconteceu. O que deixa a leitura mais forte e tudo o que a Carly pensa e faz mais claro.
O Ryan é aquele tipo de personagem maravilhoso, mas real, já que está longe da perfeição. E dentre os vários personagens do livro o que, além dos protagonistas, se destaca é o Danny. Só lendo para saber o quanto ele é querido.

Raw Blue faz parte de uma nova categoria denominada New Adult, onde o leitor pode encontrar personagens mais maduros e, claro, situações que se enquadram nessa na etapa de vida. Por isso, Raw Blue, deixo logo avisado, tem cenas de sexo.

Eu estou adorando essa nova categoria. Adoro personagens na faixa dos vinte. Em Raw Blue, Carly tem dezenove anos, mas Ryan tem vinte seis (amei isso!). Além disso, é maravilhoso sair dos mais do que clichês do mundo YA e cair num mundo em que você pode se identificar com os problemas dos personagens. Estávamos precisando ter nossa faixa etária representada no mundo literário!